APMI Responde publicações do O Diário

Vimos por meio deste, solicitar o direito de resposta às publicações feitas pelo Senhor Raul Petry e por este veículo de comunicação, na sua configuração impressa e digital, nos dias 21 e 22 de julho do corrente ano. Primeiramente salientamos que todas as famílias foram avisadas no início do ano letivo através do calendário escolar, além de ter sido enviado um bilhete na semana do evento, conforme afirmou a Senhora Marlene Zilles, Secretária Municipal de Educação, sobre o Seminário Municipal de EDUCAÇÃO que teve a sua 18ª edição ocorrendo nos dias 17 e 18 do corrente mês, não foi algo inventado e sem propósito como sugerem as informações publicadas.

O referido evento tem a função de promover o aperfeiçoamento e qualificação de TODOS os profissionais que trabalham direta e indiretamente com a educação das crianças e adolescentes de Ivoti e atende o previsto na lei Nº 9.394/96 a tão famosa LDB (Lei de Diretrizes e Bases), em seu Art. 67, nos incisos II e V: 

Art. 67. Os sistemas de ensino promoverão a valorização dos profissionais da educação, assegurando-lhes, inclusive nos termos dos estatutos e dos planos de carreira do magistério público: ... 

II – aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive com licenciamento periódico remunerado para esse fim; ...

V – período reservado a estudos, planejamento e avaliação, incluído na carga horária de trabalho; ... Esclarecido esse ponto, passamos para o próximo, no qual o jornal O Diário faz uso da fala de duas mães para “fundamentar” a sua crítica. É necessário quese ilustre o outro lado, em que outros pais, de EMEIs e EMEFs se manifestam com relação ao que foi publicado. Seguem alguns depoimentos: 

Investir na formação dos professores é fundamental, mesmo que para isso os pais precisem achar outro lugar para deixar as crianças. A qualidade das escolas de Educação Infantil do município é resultado da qualificação e comprometimento dos professores que diariamente dedicam-se às crianças. Se nos preocupamos com a aprendizagem e bem-estar de nossos filhos, precisamos pensar nisso.” Cristiano Carlos Spindler – Pai de aluno do Berçário B e Membro do CPA da EMEI Jardim dos Sonhos. 

Entendo a situação de cada pai, mas também acho importante estes seminários, pois ajudam na qualificação dos professores e funcionários das escolas do município. Quanto ao aviso que teria o seminário na data do dia 18/07/14, acredito que todos sabiam, pois já constava no calendário escolar e foi avisado novamente no dia 14/07/14.” Fernando Dilly – Pai de aluno do Pré A2 e Membro do CPA da EMEI Bem Querer.

Nós, funcionários, também temos filhos e nos organizamos, na noite do dia 17/07 e nos três turnos do dia 18/07, sobre onde e com quem deixaríamos eles. Sabemos que se trata de uma formação prevista no calendário escolar entregue no início do ano às famílias. Entendemos que é possível nos organizarmos por se tratar de algo fundamental: a formação dos profissionais em educação, o que reflete na qualidade do trabalho oferecido.” Cleunice Beatris Karpe – Funcionária e mãe de um aluno do Pré A2 da EMEI Pedacinho do Céu.

Sou mãe de uma aluna da rede municipal de ensino e funcionária deste município. Além de organizar com quem deixaria minha filha durante o Seminário Municipal de Educação, também precisei organizar com quem a deixaria durante as duas semanas de recesso escolar de inverno. Porém, acredito que a responsabilidade de cuidar de seus filhos é da família e não das instituições.” Sílvia Martins dos Santos Saravia – Funcionária e mãe de uma aluna do Pré B3 da EMEF Eng. Ildo Meneghetti.

Seria interessante que os pais que reclamam passasem um tempo participando de toda a rotina da escola, para, quem sabe, perceber a importância desses momentos de formação.” Tatialina R. P. Leonhardt – Mãe de uma aluna do Pré A1 da EMEI Pedacinho do Céu e de um aluno do 1º ano da EMEF Eng. Ildo Meneghetti. 

Além desses, temos inúmeros outros pais e membros da comunidade escolar e da população em geral que reconhecem o trabalho realizado nas EMEIs e EMFEs do município e que entendem que o ato de educar vai além do cuidado. Trata-se de um processo muito mais complexo que envolve conhecimento, dedicação, responsabilidade e comprometimento, de todas as partes envolvidas, tanto que, assim como pais, uma grande parte dos profissionais envolvidos desde a quinta-feira à noite no Seminário, tem filhos e também teve que se organizar para poder se fazer presente.

Outra situação que cabe ressaltar é que as reportagens fazem menção apenas às “creches” estarem fechadas. Consideramos que a reclamação feita exclusivamente sobre as escolas municipais de Educação Infantil é no mínimo leviana e precipitada, já que nelas são atendidas crianças de até 5 anos, as demais são alunas das escolas municipais de Ensino Fundamental, que também estiveram fechadas durante o Seminário e permanecerão sem atendimento por duas semanas durante o recesso de inverno. Por acaso o jornal está sugerindo que as crianças de 6, 7 ou 8 anos, estudantes do Ensino Fundamental, podem ficar sozinhas em casa? Esses pais também não precisam se organizar? Quando passam da EMEI para a EMEF acontece um processo de maturação tão grande, capaz de tornar esses alunos não mais dependentes dos pais?

Salientamos que o recesso de inverno das EMEFs é de extrema importância e saudável para que os alunos possam ter um momento de parada, de férias, para depois retomar as atividades escolares. Entendemos que seria muito positivo que esta prática também se efetivasse nas EMEIs, a exemplo de vários municípios vizinhos.

Apenas mais uma consideração a fazer: Senhor Raul Petry, as instituições de ensino do município que atendem crianças de 0 a 5 anos não utilizam mais o termo “creche”, mas sim ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL, ou EMEI. E esta nomenclatura está amparada em lei, a mesma LDB citada anteriormente. E um pedido a toda equipe de reportagem do jornal: não sejam tão oportunistas e sensacionalistas, pois a imagem utilizada na edição impressa de segunda-feira (21/07/2014) não corresponde à realidade, já que a corrente e o cadeado em foco, permanecem no portão que aparece em evidência durante o ano todo, apenas sendo retirado quando são feitas manutenções na escola para facilitar a entrada e saída.

Publicado no Jornal O Diário de 25/07/2014

Assessoria de Imprensa 

 

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